terça-feira, 15 de setembro de 2026






Hoje estou programado para levantar às 3h para ouvir os sabiás e outros pássaros cantando. Vamos quebrar a rotina das telas pegajosas de repetições madrugada adentro. Jantaremos uma refeição frugal e vamos dormir com as galinhas.
Quando os seres humanos estão dormindo o ar fica mais puro. A escuridão, apesar das luzes artificiais, ganha a luz do que chamamos de "razão", ou seja, os percentuais das tragédias gregas de Dionísio atingem uma proporcionalidade tão profunda nas águas rasas do pensamento tradicional, elevadas pelo vinho da Trácia, que invade seres dos bosques e das avenidas bêbadas escondidas entre a hipocrisia parda do status quo. Os silenos vêm à tona, as ninfas nos protegem e oferecem seus favores naturais...
E a noite se tornou doce e quente, como os rios a vapor que desciam o Mississippi com suas cargas humanas ou produtos da engenharia de uma consciência controladora, que sacrificaria milhões de vidas em volta do mundo, desde que o escambo foi substituído pela moeda — a primeira exploração humana depois da religião —, mas seus lábios eram doces e seus cabelos encaracolados como as águas que desciam mansamente pelos vales da mansidão nas paixões incontroláveis da natureza, entre fluidos que obedecem a uma lei universal. Confirmando Heráclito: "Às vezes ele é pacífico e às vezes selvagem e livre!"
Às vezes respiro sem poder respirar e fico fazendo poemas em sonhos ou em pura realidade que crueliza toda a existência. Sei que vocês não vão compreender, por isso continuo jogando pérolas aos porcos — sintam-se à vontade & carpe noctem...





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