Ela era tão fragil. Consumia muitos cigarros e ficava olhando os bebados sentados no seu fim de vida. Seu sorriso era bonito na tenra idade. Uma Lolita? - Quem sabe um anjo decaído dos céus morais. Era um sabado benovolente, o azul e as cores se destacavam na incomparavel incidencia da luz outonal. Os goles de cerveja desciam maviosamente diante de tanta sensorialidade exposta pelo deus-natureza como já dizia (Espinosa). E ela na sua simplicidade encantava. E a manhã foi passando, e o alcool se acumulava no fluxo sanguineo. Ficava ali sentado sonhando com utopias romanticas. Meus pensamentos nunca conseguiam acompanhar a realidade. Tudo era projetado em reinos impossíveis de alcançar. A cabeça girava contraria a translação da terra. O sol e a lua eram referencia e encantamento. Desejava ser um indio e com arco e flexa alvejar a hipocrisia humana, porém estou sentado sorvendo cerveja y amigos do passado surgem como holografias e não tenho como distinguir o real da ilusão que sempre guiou a existência. Contudo, os olhos continuavam fixo na cinzelidade cinza da garota esbelta que consumia cigarros como seus pulmnões exigiam oxígeneo. Que manhã esdruxula. A cleopatra dos ninhos virtuais estava tate a tate, seu sorriso era mistura de deboche e doçura, ela puxou mais um cigarrete e acendeu, sempr com seu sorriso enigmático, digno de monalisa. E eu me perguntava qual o sentido disto. Pensei que ficariamos paralisado na eternidade deste kairo, momento. Nada dura para sempre, e naquele momento nuvens com semblantes de tempestades terriveis chegaram e despejaram ventos e chuvas violentas. Corremos em direção contraria, ela tentou me estender a mão, mas não foi possível segurar. As ruas ficaram inundadas, intransitáveis & assim acabou nosso entamento quantico-romantico...
Ela era tão frágil. Consumia muitos cigarros e ficava olhando os bêbados, sentados em seu fim de vida. Seu sorriso era bonito na tenra idade. Uma Lolita? Quem sabe um anjo decaído dos céus morais.
Era um sábado benevolente; o azul e as cores se destacavam na incomparável incidência da luz outonal. Os goles de cerveja desciam maviosamente diante de tanta sensorialidade exposta pelo deus-natureza, como já dizia (Espinosa). E ela, na sua simplicidade, encantava.
E a manhã foi passando, e o álcool se acumulava no fluxo sanguíneo. Eu ficava ali, sentado, sonhando com utopias românticas. Meus pensamentos nunca conseguiam acompanhar a realidade. Tudo era projetado em reinos impossíveis de alcançar.
A cabeça girava contrária à translação da Terra. O sol e a lua eram referência e encantamento. Desejava ser um índio e, com arco e flecha, alvejar a hipocrisia humana. Porém, estou sentado, sorvendo cerveja, e amigos do passado surgem como holografias; não tenho como distinguir o real da ilusão que sempre guiou a existência.
Contudo, os olhos continuavam fixos na cinzelidade cinza da garota esbelta, que consumia cigarros como se seus pulmões exigissem oxigênio. Que manhã esdrúxula.
A Cleópatra dos ninhos virtuais estava tête-à-tête; seu sorriso era mistura de deboche e doçura. Ela puxou mais um cigarro e o acendeu, sempre com seu sorriso enigmático, digno de Mona Lisa. E eu me perguntava qual o sentido disso.
Pensei que ficaríamos paralisados na eternidade deste kairós, deste momento. Nada dura para sempre. E, naquele instante, nuvens com semblantes de tempestades terríveis chegaram e despejaram ventos e chuvas violentas.
Corremos em direção contrária. Ela tentou me estender a mão, mas não foi possível segurar. As ruas ficaram inundadas, intransitáveis — e assim acabou nosso entamento quântico-romântico...


















