O Cérebro Invasor pelas Big Techs (Estética Cyberpunk Distópica)
MetafisicaOFFVento
sexta-feira, 12 de junho de 2026
quarta-feira, 10 de junho de 2026
Aqui, sozinho na mureta que suporta meus desvaneios alcoólicos. O posto de gasolina oferece a matéria-prima para a doidivana diária: a cerveja. Desemaranhado das relações e paixões existenciais, sinto-me bem. Ela, com seu cigarro indonésio, me olhou de forma fulminante; tentei interpretar o que sua expressão facial revelava. Não tivemos contato, apenas me lembrei do retroativo que levou a esta minha solidão racional e preventiva. A existência vem desde o Big Bang, e a coisa se intensificou desde que o Homo sapiens levantou do chão do planeta, passou a admirar o cerúleo e adquiriu a consciência — a maçã de Eva e de Newton. Não sou uma máquina; passei no teste que ela me propôs. Alan Turing desvendou os códigos, os enigmas, mas escondeu as relações humanas...No meio de uma tarde muito fria, fui até o boteco da esquina curva e sorvi mais uma cerveja gelada, enquanto seres ofuscos tomavam café fervente. A garçonete perguntou, por entre seus cabelos lisos e pretos:- Cara, por que você bebe tanto?Fiquei alguns minutos pensando. Porra. Deve ser porque tenho vontade. Disse para ela que, no próximo pedido, responderia. E a tarde foi virando noite; fiquei com o pensamento em circularidade: Por que eu bebo tanto? Acho que ela se deu conta da sua pergunta invasiva; não falou mais nada, apenas atendia ao meu pedido de mais uma cerveja. A vida não é uma continuidade em linha reta, pois o espaço é curvo, como provou Einstein. Saí do deletério bar e caminhei em direção ao centro da cidade, onde empinei uns conhaques no frio castigante do Sul...
segunda-feira, 8 de junho de 2026
domingo, 7 de junho de 2026
MULTIPLAS VERDADES E MAXIKOANS
A maçã nos oferece um outro mundo com sua capa fotográfica do universo. Shennong 中國 | 茶綠色
quinta-feira, 4 de junho de 2026
quarta-feira, 27 de maio de 2026
O Microcosmo e o Projetor da Mente
Da Entropia ao Fim do Universo
terça-feira, 26 de maio de 2026
segunda-feira, 25 de maio de 2026
Está tudo muito estranho. Os sentidos já não captam a realidade — nunca captaram -, mas o que é a realidade senão interpretações individuais puras ou flexionadas pelo poder? O Paraíso Perdido de Milton não constrói o mundo, pois ele sempre foi assim. É como se os deuses humanos, amigos invisíveis das horas amargas, não fossem as serpentes que picam e injetam sua peçonha no nosso sangue impuro; surgem no córtex humano para superar a camada réptil que ainda domina grande parte das ligações cerebrais. Tudo está mais para gregos do que para romanos. O deus de Roma enfraqueceu o Império, decaiu o vigor de uma civilização. A sucessão de buracos negros cria e recria multiversos; a eternidade é a única realidade para explicar o que não sabemos neste momento, ou que em momento nenhum conheceremos. O mito é herdeiro da magia; a filosofia foi construída neste contexto e gerou a ciência; a tecnologia deu musculatura a ela, mas o círculo vicioso é a tônica do que tentamos conhecer. Não seria melhor otimizar a existência em vez de tentar explicá-la?
sábado, 23 de maio de 2026
anti-paradise or Greenland Existential
***
II
Seus Pés Flutuam
Como um Santo em Êxtase
Porém seus Bípedes Tocam o Sangue da Expiação
Durante Séculos Evolui a Criação
Em Forma, Espíritos e Ideias
Mas o Hemo de Urano foi em Vão
A Barbárie e a Selvageria dominam
(Entre Elétrons e Quantuns)
Os Deuses, os Semi-Deuses e o Deus Uno morreram
O além do Homem não chegou
A Herança de Nietzsche Chora no Aquém
O Vale de Lagrimas Tumesceu as Cinzas
A Fênix É Mortal
Fechem as Férreas Portas do Paraíso...
***
III
Vermes de Deus
Soluções Tech de Hong-Kong
Pássaros Gorjeando num Gerúndio Interminável
Chips & Cana de Açúcar
Bites & Etanol
Marx & Smith
Resoluções para uma Nova Ideologia
Queria Estar Bem Diferente
Sem Ser
Sem Saber
Apenas Ter a Sombra do Etéreo...
***
IV
Lancinada Lanterna Lança Luz
No Crepúsculo da Caverna
Diógenes Procura...
Platão Filosofa a Cena
Imagens Distorcidas
Charruas Sulcam Chagas
Auroras e Paixões Mercuriais Incontidas
Na Epiderme da Razão...
O Crânio Vilipendiado Adoece
Sentimentos Ignotos Fulcram
Regem a Loucura Inconteste...
***
V
RETORNO
Procuramos Voltar
A Infância, ao Útero
Aos Anos Precedentes
Ao Genoma do Uno
***
VI
A Garganta Magnética
Sobr(e)coa repetindo Mantras
Misturas Tecnorientais
Enquanto Sexos se Dissolvem...
Tonitroantes Sons
Voluptuosas Aves Céticas
Palram no Zênite...
***
VII
ESCALPO
Estou Fora de Escopo
De Alvo
No Target
(Meus Mocassins Sioux Estão Fora de Moda)
***
VIII
METAIS
Os meus Sentimentos de Ouro
Tornaram-se Prata
Bronze
Hoje São Inexpugnáveis
Inoxidáveis
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IX
Paraísos Perdidos de Milton
Sábias Sinfonizam ao Aroma de Chandons
Numa Tarde Infinita
Num Canto Esquecido da América
Mitologias
Transformações da Consciência...
Romances Pipocam na Estante
Dotoiévski, Tolstoi & Rimbaud...
Além, muito Além das Cercanias
Redobram os Sinos Indomáveis de Caronte...
O Dardo Penetrou no Alvo
O Poeta tem o Dom da Morte e da Vida
Do Mote e da Verve
Do Etéreo e do Hades...
***
X
No Zênite Azul
A Abóboda dos Desejos Espera
No Fleuma de Viver
Admoestada a Fera...
***
XI
Relógios Decompostos Transmutam o Tempo
O Fractal e o Caos
A Morte Dá Certo Sentido a Vida...
***
XII
TEORIA SEM TEOR
Há Quanto Tempo a Luz Viaja no Espaço?
Os Olhos Miram a Ingratidão Quântica
Nos Melífluos Céus de Pez..
Plenílunio e Oceano
Foi Tudo em Vão
***
XIII
FOGO-DE-SANTELMO
Risca os Mastros
Na Solidão do Mar Imenso
Arde o Fogo Tenso
Sob os Astros...
Naus a Vela
Singram Oceanos...
Homens Livres e Reclusos
Sonhando nos Líquidos Planos...
***
XIV
Camões & Pessoas
Vivem e Sonham
Prosas e Poemas...
***
DESCONSTRUÇÃO POÉTICA
A Vida Flui de Acordo com os Vetores do Big-Bang
A Mente, a Linguagem, os Neurônios...
Do Ventre Saístes Sapiens
O Buraco Jaz te Espera...
Seguimos Desconstruindo a Esfera Gaia
Que Flutua na Sandice da Gravidade Relativa...
Tanto Tântalo como Thanatos
Habitam seus ingremes e Planos
Em Meio a Banquetes Peçonhentos
Ouvem o Repique dos Campanários do Purgatório
Que Evocam Arquétipos e Saudades Medievais...
EPILOGO:
Doces e Edulcorados Trinados em Meio a Tarde
Desconstroem Poesias Léxicas
Os Colibris com seus Acúleos Bicos
Decompõe a Flor ao Mesmo Tempo que Germinam
E meus Pensamentos em Fragmentos Divagam...
***
XV
A MORTE
Ela Vem com o Sol, Com Nuvens, Com Chuva
Se Torna Espessa Bruma...
Desaparece com Verbos, Adjetivos
Mas quem Morre é o Substantivo...
Ela Advém do Lixo, do Luxo
Guarda Corpos, Almas e Memórias
Poesias e Historias...
Ela Está em Todas as Idades
In Vitro, Inocente & Culpada
Liberta ou Amarrada...
Ela Chega por Voz
Impressa
Telefone, E-mail, WhatsApp & Carta Analógica
Sem Hora, Sem Data...
***
XVI
DESTINO
Vivenciei todas as Madrugadas
De Olhos Esbulhados e Figado dilacerado
Esperei a Morte e o Transpassar das Lanças
Invólucros da Existência
Fui Lancinado pela Palingenia do Destino
Fiquei Só
***
XVII
CHURRASCO EXISTENCIAL
As Carnes Mortas
As Aves Inocentemente Gorjeando
Parece que elas Não Conhecem a Tristeza
De Bovinos Assando
A Cada Domingo...
O sol ainda Brilha
E a Consistência da Veneta
Desliza nos Trilhos dos Homens...
O Trem da Existência Desaparece
Esconde-se na Clausura do Espirito
Enquanto Carnívoros Devoram Vidas...
***
XVIII
FARSA PLANETÁRIA
Vênus em Oposição ao Sol
Pensando Ser uma Estrela
Teve seu Momento de Gloria
Segundos para Eternidade
Vã Vaidade
No Sistema Solar...
O Cérebro Invasor pelas Big Techs (Estética Cyberpunk Distópica) "Eles querem eliminar os elementos. Sou alvo: invadiram minha casa, me...
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ANTINOMIAS EXISTENCIAIS O ar mais que respirável - muito inspirador, nos inebria com sua pureza momentanea. Leveduras nas árvores como i...
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Repensando Minha Abordagem: Um Convite Sua decepção me fez refletir. Em vez de "corrigir", proponho um diálogo: Versão Alternativ...
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EPIFANIA ALEATÓRIA Acordei num domingo qualquer, sem saber o que poderia acontecer, mas de repente uma nuvem plumbea tomou conta da minha ...

















