Os fonemas na sua origem, etimologia aprofundada, são reflexos entre os sentidos e os objetos
8:00 AM – Já estamos embriagados ouvindo Chet Baker... Em algum lugar oculto da existência na América do Sul – LATAM. Como ratos, ficamos invisíveis diante da luz solar... Bebop – fragmentos da Beat Generation. Buscamos a purificação em quartos escuros: existencialismo, drogas & existência obscura. Na realidade, sacrificamos os corpos num pleonasmo alcoólico e literaturas em geral. Devorando demônios extremos. Pensamentos darwinianos percorrem a escuridão da extrema ermida. A amoralidade é a amora, blueberries — o fluxo nos encanamentos humanos. A moralidade é a submissão diante da desigualdade. As palavras se sobrepõem ao conceito; precisamos de pacotes de uivos que mostrem a realidade no fluxo do ser. Os fonemas na sua origem, em uma etimologia aprofundada, são reflexos entre os sentidos e os objetos.
Ofereço a maior glândula aos abutres do Cáucaso (Prometeu) — um Neo-Prometeu se fez presente... O restante, aos crocodilos do Nilo, que lacrimejam por கிளியோபாட்ரா. Pérolas aos porcos e tudo mais. Nas noites invernais e soturnas, viramos pós quânticos. Carregamos a inundação de verdades incompletas e incertezas. As moléculas vibram — antes de a energia se esgotar — dentro da matéria. No final, estaremos perto do zero absoluto, esperando um novo Big Bang. Immanuel Kant, quando falou em Paz Perpétua, queria dizer a matéria sem energia, ou a lápide fria com seus epitáfios sem sentido. A morte total, ou seja, a perda da consciência, não passa de entrarmos no rio de Heráclito sem o dom da palavra, à espera de uma nova configuração do universo.
A alcoolemia gera logorréia, mas que gera algum certo sentido num mundo pós-moderno e relativo. Sempre estamos flutuando na mesma tábula rasa de Parmênides, num infinito oceano de incertezas, mas sempre em movimento. Daríamos o mais precioso tesouro em troca da mais pobre certeza. A antiga Grécia dos pré-socráticos é nosso berço, nosso leite, nossa posição fetal.



















