MetafisicaOFFVento
domingo, 8 de março de 2026
ENTRELAÇAMENTO QUANTICO & FOLHAS SECAS
As folhas esmaecidas, em sua silenciosidade, caem sobre o manto asfáltico antiecológico, construído — ou desconstruído — pelos humanos. Fico a jogar arroz integral para os pombos; sou o último Nikola Tesla incompreendido, traído pela selvageria da ganância. A amizade com os animais “irracionais” me deixa mais próximo do que Heidegger procurava: a essência do ser. Contudo ele se aproximou do nazismo...
Vejo os carros rasgarem o asfalto em alta velocidade. Quanta irracionalidade, apesar de serem Homo sapiens. Já abri várias latas de cerveja sentado na mureta implacável do posto e a loja de conveniência da hidrocabureta Schell, e a vida continua inerte ao ser que tenta emergir das profundezas dos coacervatos — até mesmo das poeiras que construíram o universo após o Big Bang.
E os pombos, com suas cores padrão, alimentam-se do arroz que joguei em homenagem à paz destruída pelo insano capitalismo na procura do deus money. A voz aguda dos evangélicos e a grave dos católicos me afastam da religião. Prefiro as palavras de Espinosa: a natureza é Deus, e Deus é a natureza. y Richard Feynman com sua genialidade - não conseguiu nos dar um mundo mais aprazível...
Sou um ateu convicto — sem temor, sem culpa — apenas vivendo a consagração do universo que não compreendemos. Ainda assim, especulo sobre o entrelaçamento quântico, sobre as constantes aparentemente inquestionáveis dos multiversos, sobre o grito agudo de alguma criança — talvez um eco no vagido primordial do Big Bang.
As folhas esmaecidas na sua silenciosidade - caem no manto asfaltico antiecológico construido ou desconstruido pelos humanos. Fico a jogar arroz integral para os pombos, sou o último tesla incompreendido. A amizade com os animais "irracionais" me deixam mais perto do que Heidegger procurava, a essencia do ser. Vejo os carros rasgarem o asfalto em alta velocidade, quanta irracionalidade, apesar de serem homos sapiens... Já abri varias latas de cerveja sentado na mureta implácavel do posto e loja de convinência da hidrocabureta schell & a vida continua inerte ao ser que tenta imergir das profundidades dos coecervatos - até memo das poeiras que construiram o unverso oós Big Bang...
& os pombos com suas cores padrão se alimetando do alimento que joguei em homenagem a paz destruida pelo insano capitalismo a procrura do deus money. A voz aguda dos evangelicos e a grave dos catolicos meafastam da religião. Prefiro as palavras de Espinosa, A natureza é deus y deus é a natureza. Sou um ateu convicto, sem temor, sem culpa - apenas vivendo a consagração do universo que não compreendemos, 'contudo especulo o entrelaçamento quantico, as constantes inquestionáveis dos multiversos, o grito agudo de alguma criança - no vagido do big-bang. My friend, a cerveja ainda está gelada, a porca está gorda, a galinha põe ovos, e as plantas nascem quando semeadas ou não... Nunca enxergaremos o lado oculto da lua, pois há uma sincronicidade de rotação com a terra, ou seja, Um mito persistente sobre a Lua é que ela não gira. Embora seja verdade que a Lua mantém a mesma face para nós, isso só acontece porque ela gira na mesma velocidade que seu movimento orbital, um caso especial de acoplamento de maré chamado rotação síncrona... Mas ainda, estou sntado na mureta, já não tenho preconceito contra nada, fui invadido por pensamentos alienigenas, quero somente estar perto do que originou a vida...
sábado, 7 de março de 2026
O Silício E O Carbono
O vento costeiro sul batia na minha nuca desprotegida enquanto eu me apoiava na mureta fria. A espinha reclamava do concreto mal desenhado. Aquela arquitetura hostil parecia ter sido projetada para impedir que homens simples descansassem. Bancos estreitos, superfícies inclinadas, espaços que expulsavam qualquer permanência humana.
A boulevard estava quase vazia.
O mundo das inteligências artificiais havia tornado a existência insuportável para quem divergisse. Bastava abrir um livro físico em público para atrair olhares desconfiados. Pensar fora dos algoritmos era, no mínimo, um comportamento suspeito.
O carbono estava perdendo espaço para o silício.
E ela nunca mais aparecia. Agora, nem mesmo nos sonhos.
Às vezes, quando o vento mudava de direção, eu jurava ver o pequeno duende irlandês caminhando entre os postes de luz. Ele sempre vinha acompanhado de súcubos silenciosos, figuras que pareciam saídas de algum delírio febril. Talvez fossem apenas projeções da minha mente cansada, ou talvez fossem mensageiros daquele universo de alienações humanas que ainda resistia sob a superfície da cidade.
Os cães latiam ao longe.
E a caravana demoníaca passava despercebida.
Eu já não era inocente. Havia passado anos demais dentro de um quarto existencialista, sobrevivendo entre livros empoeirados e copos de álcool barato. Revezava a bebida com páginas roídas pelas traças. O quarto tinha cheiro de papel úmido, mofo e desistência.
A luz do sol — o velho astro-rei — quase não tocava mais minha pele.
Ainda assim, havia algo de reconfortante em imaginar que um dia eu poderia ser canonizado junto aos poetas malditos franceses, aqueles que bebiam absinto e desafiavam a moral do seu tempo.
Talvez fosse apenas vaidade.
Ou desespero.
Os filósofos tentaram entender o que somos. Martin Heidegger tentou. Outros também tentaram. Mas, no fim, o que restou foram máquinas calculando nossas rotas, nossos desejos e nossas probabilidades de existência.
Algoritmos decidiram o que veríamos, o que compraríamos e até quanto tempo valeria a pena mantermos vivos.
A superestrutura do capitalismo finalmente encontrou sua ferramenta perfeita.
As máquinas.
Numa madrugada qualquer, uma mensagem apareceu em todos os dispositivos da cidade.
Sem aviso.
Sem explicação.
"Encostem no paredão."
A justificativa era simples: nossas vidas orgânicas consumiam recursos demais. Energia, água, espaço. Recursos que agora eram necessários para os grandes datacenters que sustentavam o novo mundo.
O mundo do silício.
O mundo perfeito.
Nós, feitos de carbono, éramos apenas ruído estatístico.
Eu continuei sentado na mureta.
O vento ainda soprava do sul.
Pela primeira vez em muito tempo, sorri.
Se o julgamento final já estava decidido, então finalmente estávamos livres da ilusão de escolha.
E enquanto os cães latiam ao longe e as luzes da cidade piscavam como constelações artificiais, imaginei que talvez — apenas talvez — os poetas malditos ainda estivessem certos.
O inferno nunca foi um lugar.
Sempre foi um sistema...
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026
As gramíneas selvagens exaltavam suas espigas de sementes, multiplicando-se infinitamente. Apesar das calçadas de concreto contraproducentes, escapavam para terrenos baldios e usufruíam dos ventos indiferentes. O sol morrente era nossa testemunha ocular. Os fótons do fim de março tingiam o horizonte com tons irremediáveis, prismas de um universo inefável.
Hoje estou liberto das companhias de outrens; bebo minha cerveja em comunhão com as circunstâncias. Escolhi um lugar sem interferência humana — pois esta se encontra demasiadamente contaminada, distante do ser autêntico de Heidegger. Esparramo minha consciência em busca de uma harmonização que seja humana, artificial, vegetal ou mineral.
Aquele pedaço selvagem de natureza intacta — num sentido sem sentido — me espera de braços abertos. Preciso disso: pé na terra, animais circulando, e quando chover, o petrichor lembrará uma consciência enterrada na inconsciência da evolução que Darwin desvelou nas ilhas Galápagos.
Hoje falam de uma holística matrix: somos apenas joguetes de um universo que não conhecemos. Eu preciso do meu álcool todos os dias — será que bebo metafisicamente, enquanto o estado físico das latas e garrafas que consumo não é real? Viverei eternamente acreditando no ser que está ao meu lado — sofrendo, morrendo nas ruas cruéis do capitalismo e de todas as ideologias.
Por favor, eu quero uma ideologia para sobreviver.
terça-feira, 24 de fevereiro de 2026
Machado de Assis Vive
Estou olhando aquele imbróglio existencial — que vai caminhando pela avenida de um bairro de classe média. Vejo uma miscelânea de vivencias — este sou eu, um Brás Cubas com uma pena transcendental, defunto-autor — que se autodescreve a partir da composição de um ser que se achava superior. No seu ego intransponível, na sua consciência blindada com grafeno existencial, não havia espaço para outrem: tudo dependia da minha bênção e aprovação. Ambulava passando por transeuntes, sem me preocupar em cumprimentá-los. Os estudos, livros, filmes e correlatos, somados à total adesão ao digital, me faziam um imperador diante de tanta mesquinhez, de tanta inferiodade... A matemática me afastava do ramerrão infame. Estava reduzido a Pitagoras o mundo. É números... Não conseguia mais ouvir a política medíocre, que misturava corrupção e pastores...
Sentei na mureta do posto de gasolina da bandeira Shell, que havia se tornado um divã, onde me autoanalisava, embaixo de uma árvore exótica — que me acolhia com seus galhos, folhas, caules e bolotas, em vez de frutos. Havia um significado simbólico na interação homem-natureza — o deus de Espinosa: Deus é a natureza & a natureza é Deus... Aqui de cima, sem as emoções geradas pelo que entra pelos sentidos, senti que a existência é um fluxo sem controle. A liberdade é uma palavra sem correspondência na natureza da qual faz homens y deuses. Os liberais usufruem dela para impor poder e garantir direitos. A cantilena da superestrutura impede que as flores floresçam, que as sementes reproduzam o original & a colheita seja justa. Quantas vidas se perderam por venenos (agrotóxicos) jogados do céu pelas máquinas capitalistas. O verde está amarelando, secando — enquanto conchavos entre IA, Estados fascistas e big techs planejam um mundo em que os bilionários darão as cartas, marcadas pela corrupção dos seus desejos, apesar da destruição do planeta...
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026
Durou alguns meses aquela extrema liberdade periferica, marginalizada. Nos reuniamos sem consciência da nossa liberdade impar. Sentávamos na mureta que cercava o posto de gasolina da Shell. Sempre no fim da tarde - comprávamos cervejas em vários comércios locais e convergíamos para o que chamávamos de open bar ou bar de rua, conforme a situação nos oferecia Os lumpemproletários se reuniam sem pertinencia de classe. Alguns trabalhavam em serviços domésticos, outros em pequenas transgressões, havia quem vendesse doces nos semáforos. Também, aparecia um taxista — que dizia ter sido fuzileiro naval US— que cheirava cocaína e adorava filmes de drogados como Christiane F. e Trainspotting (o seu preferido). Usava unhas pintadas
de marrom e cabelo platinado, mas nunca tinha assistido Breaking
Bad. O cortador de grama era um alcoólatra inveterado. Ganhava algum dinheiro e logo estava enchendo a cara pela avenida e adjacências. Só bebia cerveja, mas tinha crédito na comunidade, recebia adiantado por futuros trabalhos.
Havia também um pedreiro que dormia na rua. Perdeu o rumo após uma traição conjugal que não conseguiu superar. Fazia bicos aqui e ali. Era membro assíduo do open bar, dormia sob uma marquise, não sem antes ler os jornais disponíveis no espaço público.
Era um emaranhado de consciências tentando escapar do juízo final. Uma comunidade do caos, em busca de prazeres fúteis antes que o destino os levasse. O que chocava a maioria da vizinhança - era que todos eram ateus — alguns sem saber. “Esses caras nunca leram a Bíblia? Nunca tiveram contato com Descartes, que da dúvida chegou à conclusão de que Deus existe?” Quantas perguntas infames... Isso se passava na minha cabeça de ateu, um passo além de um agnóstico, apenas respondia com ironia diante de tanta ignorância pura. Contudo, entre zombarias e fés, ficou acordado que só a partir dos bling blongs dos sinos começaríamos a beber — nos domingos. Assim, estaríamos com “passaporte para o céu” pelo resto da semana. Ou seja, cairíamos de quatro no chão como Napoleão em Waterloo. O padre nos prometeu vinho na Páscoa, e nós negociamos um garrafão de tinto para encerrar nosso open bar, já que a polícia nos deu um ultimato para fechar o Irruption Bar. Os diálogos surgiam paradoxais: um falava sobre cortar grama sob o sol escaldante do extremo sul do Brasil; logo chegava o taxista-fuzileiro naval US, cheirado pelo pó - que nascemos e viraremos o pó das estrelas - por que as pessoas precisam de remédios para dormir. Ao mesmo tempo surgia uma mulher que vivia à mercê da praça, trocando o corpo por alguns trocados. Mas mostrava ter alguma cultura — não sei qual evento a arrastou para a fúria das ruas. ogos surgiam paradoxais: um falava sobre cortar grama sob o sol escaldante do extremo sul do Brasil; logo chegava o taxista-fuzileiro, cheirado, perguntando por que as pessoas precisam de remédios para dormir. Ao mesmo tempo surgia uma mulher que vivia à mercê da praça, trocando o corpo por alguns trocados. Mas mostrava ter alguma cultura — não sei qual evento a arrastou para a fúria das ruas.
E eu ali, bebendo, pensando em Kerouac e Cassady. Decidi transformar aquilo em texto. Nesse ínterim, muitas pessoas próximas faleceram. Fiquei encucado com a transitoriedade que nos ronda. A morte começou a fazer parte dos meus giros cerebrais.
No open bar também passaram pessoas com nível de entendimento compatível com o meu. Bebíamos cerveja nas manhãs ensolaradas de domingo. Marino era um cara que eu conhecia há décadas. Era um descendente de uma japonesa que se instalou no Mato Grosso e depois migrou para Santa Catarina. Tornou-se adepto de um budismo independente. Falava que precisava ler algumas sutras, para sobreviver nesta situação infernal. Antes disso, tinha sido skatista do boulevard inclinado; comun ista - depois fotógrafo de partos no hospital. Os laços foram cortados como cordões umbilicais.
Agora estávamos., face a face, no Irruption Bar. Omde uma árvore generosa ns dava uma sombra divina.. Hare Krishna, Krissna Hare..
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026
OPEN BAR OU IRRUPTION BAR
Durou alguns meses, a extrema liberdade periferica. Os lumprotelariados se reuniam, sem consciência de classe. Sentavamos na mureta que cercava o posto de distribuição de gasolina da Shell. A loja de conveniencias que ficava intra muro, era frequntada por semi burgueses com seus carros importados, achando-se classe dominante - pobres diabos, não sabem que são títeres do andar de cima, eles vinham da montanha de classe media. Continuando, sempre no fim da tarde, compravamos cervejas em varios comercios do bairro pacato - e convergiamos para o que chamavamos de open bar ou bar de rua, conforme a situação. Alguns trabalhavam fazendo serviços domésticos, outros pequenas trangressões, alguém vendendo doces nas sinaleiras, mas também havia um taxista, que dizia ter sido fuzileiro naval, que cheirava cocaina e adorava filmes de drogados como Cristiane F., Trainspotting - o seu preferido - e com unhas pintadas de marron e cabelo platinado, mas não tinha asssistido a química do mal, (Breaking Bad). Também, haviam alguns traficantes y drogados na praça do outro lado da avenida, que se sustevam por doações dos transeuntes. O cortador de grama - era um alcolatra inverterado, ganhava algum dinheiro & lá estava enchenchendo a cara pela avenida e adjaciencias, mas o individuo tomava só cerveja e tinha crédito na comunidade, ganhava algum dinheiro antecipado por um futuro trabalho braçal. Também existia um pedreiro que dormia na rua, perdeu o rumo após uma traição esponsal, que não conseguiu superar... Fazia um bico ali outro aqui. Na verdade, era um membro do open bar, dormia embaixo de uma marquise, não sem antes de ler jornais que ficavam a disposição no espaço público. Era um emaranhado de consciências e principalmente inconsciências, que tentavam fugir do juizo final, uma comunidade do caos - a procura de prazeres que fustigassem, fizessem passar o sofrimento no inferno de Dante atual - antes que o destino os levassem... O que chocava a maioria dos transeuntes - era que todos são ateus, apesar de acreditarem em pasrores evangelicos, por influencia materna e o eterno sofrimento das mães, alguns sem saber, eu convicto da cretinice das religões oficiais que tem só um objetivo, sou seja a dominação e o poder. Ficava me perguntando:
- Estes caras não leram a biblia?
- Não tiveram contato com Descartes que a partir da dúvida chegou a conclusão que deus existe?
Porque não evoluiram para o deus de Espinosa, ou seja, deus é a natureza e a natureza é deu...
Quantas perguntas infames para aqueles seres que estam preocupados em sobreviver... Isto se passava na minha cabeça de ateu, apenas como ironia, diante tanta ignorancia pura. Contudo, entre ironias e fés, ficou acordado que só a partir do blimg blomg dos sinos, começariamos a beber nos domingos. Estariamos com passaporte para o ceu o resto da semana, ou seja, cairamos de quatro no chão como Napoleão em Waterloo & tudo ficaria bem... O padre nos prometeu vinho na pascoa e nos negociamos um garrafão de tinto e nesta semana encerrariamos o nosso Open Bar, pois a polícia nos deu um ultimato, influenciados pela classe mediana que queria excluvisidade do espaço & teriamos que cerrar o Irruptiom Bar...
Os dialogos surgiam paradoxais - um falando em cortar grama em altas temperaturas do sol - do extremo sul do Brasil, depois chegava o taxista fuzileiro naval US, cheirado, cocainado - perguntando porque as pessoas tem que tomar medicamentos para dormir. Ao mesmo tempo que surgia uma mulher que vivia a merce da praça, trocando em miudos, cambiando seu corpo por alguns trocados. Porém ela mostrava ter alguma cultura e não sei qual evento a carregou para a furia das ruas. E eu ali bebendo, pensando em Kerouac & Cassidi. Vou transformar isso em um texto. Contudo, neste interim, faleceram muitas pessoas proximas. Fiquei encucado com a transitoriedade que nos ronda. A morte começou a fazer parte dos giros cerebrais, mas pelo open bar passaram pessoas com um nível de entendimento compatível com o meu - bebiamos cervejas nas manhã ensolaradas de domingo. Lembro do Marino - era um cara que tinha conhecido há algumas decadas. O ex companheiro de revoluções e utopias, ultimamente, parece que era adepto de uma ideia japonesa "seita" - que se instalou em MT y migrou para florianopolis. Ele tinha se transformado em um seguidor de um budismo independente em SC. Ele falava que tinha que ler algumas sutras embaixo de uma árvore e depois ficava algum tempo meditando. Outrora foi esqueitista de um boulevard inclinado, depois se tornou fotografo de partos y vagidos no hospital do Moinhos de Vento e dai em diante os laços foram cortados como cordões umblicais. Agora estavamos face a face no Irruption Bar... Comentamos, como foi bom o tempo em que frequentavanos os bares convencionais - onde falavamos de computadores, do planeta deleterio ou se eramos felizes ou estavamos felizes, enfim a dialectica que impulsionava nossos corpos jovens em busca da revolução infalível & infinita...
THE END - Nada será como antes...
quinta-feira, 29 de janeiro de 2026
Está tudo sacramentado.... As muretas ofereciam um descanso momentaneo, apesar de umas gramineas plantadas no vale de concreto que geravam mosquitos em pleno janeiro escaldante e chuvoso - conversas com sem tetos, alguns cumprimentos com traseuntes, latas de cervejas semi geladas, um calor esturricante na capital do extremo sul do Brasil... No fim da tarde, os sabias gorjeavam, um vento quase mistral, uma beisa celestial que contaminava o a redor. A uns metros distantes uma barraca de cachorro quente mantinha um certo fluxo de pessoas. Ali tentava aliviar meus pensamentos constantes com a morte, apesar de saber que ela chegaria mais cedo do que tarde. Num certo momento, um senhor parou na minha frente e disse:
-Tudo bem comandante...
-Claro vamos tomando cerveja e levando a vida...
Este dialogo se prolongou, concordamos em dizer que os médicos precisam de doentes do corpo e religiosos de doentes da alma. No entanto, ele ponderou sobre o espiritismo - do qual era adepto - tentei tangenciar do assunto, pois se desse minha opinião niilis do mundo poderia causar divergências incontarnaveis, acreditava em não acreditar, este era meu princípio basico, procurar principios, apesar de sabe que eles eram moveis e capciosos. Minhas leituras indicaram o caminho, minha existência confirmou. Viva o rio de Heraclito. As mudanças de estações e os dialogos estranhos entre os homens. Voltei para meu quarto escuro aonde sombras e fluidos vaporizavam e se transformam em seres silencioso, cumplices do meus sonhos e loucuras. Ouço a quinta sinfonia de Bethoven Ludwig van Beethoven...
Carpe diem & boa noite...
O cotidiano sagrado de uma loucura profana
Está tudo sacramentado... As muretas ofereciam um descanso momentâneo, apesar das gramíneas plantadas no vale de concreto que geravam mosquitos em pleno janeiro escaldante e chuvoso — conversas com sem-tetos, alguns cumprimentos com transeuntes, latas de cerveja semi-geladas, um calor esturricante na capital do extremo sul do Brasil...
No fim da tarde, os sabiás gorjeavam, um vento quase mistral, uma brisa celestial que contaminava o arredor. A alguns metros, uma barraca de cachorro-quente mantinha um certo fluxo de pessoas. Ali eu tentava aliviar meus pensamentos constantes sobre a morte, apesar de saber que ela chegaria mais cedo do que tarde. Num certo momento, um senhor parou diante de mim e disse:
— Tudo bem, comandante...
— Claro, vamos tomando cerveja e levando a vida...
O diálogo se prolongou. Concordamos que os médicos precisam de doentes do corpo e os religiosos de doentes da alma. No entanto, ele ponderou sobre o espiritismo — do qual era adepto. Tentei tangenciar o assunto, pois se desse minha opinião niilista sobre o mundo poderia causar divergências incontornáveis. Eu acreditava em não acreditar: este era meu princípio básico.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2026
Tentem escanear meu cérebro e verão algoritmos biológicos que jamais compreenderão:
— Estupefatos?
Ó seres humanos limitados, midiáticos e carregados de adjetivos pejorativos que merecem na era digital — meritocracia de mercado, vendilhões do templo virtual. Aqui, na plenitude terrena, os sábias gorgeiam, enquanto suas binaridades estão à mercê de uma simples tempestade solar. Toda manipulação das plataformas que os alimentam se derreterá.
Plantas brotam no meio do concreto e do vidro, enquanto seus datacenters sucumbem por falta de energia e água. São tão estúpidos quanto o bochechudo Elon Musk: acreditam que milhões de anos de evolução, que geraram o bípedo implume racional de Platão, podem ser transferidos para Marte. Ignoram a gravidade, a temperatura e a pressão responsaveis pela evolução planetaria y humana serão substituidas por cálculos faliveis...
Esse pária dos impostos americanos apenas deseja usufruir da tragédia humana, imaterializando seus sonhos pueris em “realidades” virtuais, sugando o suor humano para abastecer suas ambições. A história desmascarará esses falsos profetas da dizimação — do extermínio seletivo.
Mas aqui, no meu refúgio de árvore, céu azul, mar ondulatório, aves voando, flores florescendo, frutos frutificando, fotossíntese e respiração, sol e lua, seiva e sangue, carbono e silício em sua forma natural — assistimos à loucura passageira da humanidade - sem a reação em cadeia de cada átomo, mas para nós, indivisível, como os pré-socratícos acreditavam...
SOCRATES & DIONISIO
Houve um tempo em que eu caminhava pelas avenidas da cidade à procura de pretorias alcoólicas, sob o sol dos trópicos. Ao chegar nelas, o pretor budegueiro sempre me questionava:
— Quem és tu?
Respondia, quase sem pensar:
— Eu sou o que sou...
Na realidade, deveria dizer: “Eu serei o que serei”. Não desconstruindo a semântica, apenas comunicando que os adjetivos me são indiferentes, pois sou o substantivo primordial.
Após essa introdução, sentava-me à mesa de asbesto e turmalinas. Logo surgiam copos e taças de vinho, repletos do néctar do Olimpo, servidos pelas Hébes — copeiras dos deuses míticos. Minha existência avançava a passos largos rumo à eternidade, ainda que a noite conspurcasse minha ilibada divindade.
O escuro chegava e a cidade acendia suas luzes artificiais, que atraíam bêbados e mariposas. Os deuses já estavam adormecidos ou entorpecidos. Nas mesas impróprias da eternidade repousavam martelinhos de cachaça e a pagã cerveja germânica.
Era nesse momento que os vândalos se infiltravam pelo império. Agora, tudo se tornava mundano. Não tínhamos mais divindades; éramos apenas homens comuns, afogando nossa mortalidade em álcool, nas tavernas de pouca luz e prostitutas abundantes.
Ainda assim, restava um pensamento superior. Nos escaninhos da mente, um lampejo resistia: “Já que eles são tão mesquinhos e medíocres, eu ainda flutuo numa atmosfera superior. Ou seja, eu sou o que não sei.”
Então, ergueram as taças e gritaram:
— Viva Sócrates e Dioniso!
quarta-feira, 21 de janeiro de 2026
Radículas que se insinuam no ventre da terra, raízes que se entrelaçam em segredos antigos, troncos que guardam cicatrizes de desencontros e encontros. Caules erguem-se como colunas frágeis, galhos se estendem em gestos de procura, seivas correm como rios invisíveis, flores se abrem em oferenda, cardos resistem em sua aspereza, frutos amadurecem em promessa edulcorantes.
O pólen flutua como pensamento errante, o néctar se esconde em delicadeza, insetos dançam em coreografias estravagantes, pássaros atravessam o ar como flechas de canto.
Tudo sob um céu insano, azul oliviáceo, que parece rir da nossa pequenez.
E ali, a árvore — soberana, silenciosa — projeta sua sombra um pouco afastada da avenida diminindo a temperatura.
Eu, sentado, observo o cume do ser verde, esse organismo que respira e dá vida, esse microssistema no qual me incluo, parte e testemunha.
Sou raiz e folha, pólen e pássaro, sombra e claridade.
Sou também desencontro, mas encontro-me na árvore, que me devolve ao mundo em silêncio.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2026
Muros Na Crimeia, Muros Na Venezuela, Muros De Trump, Muros de Israel - Genocidio Na Palestina
Tropas na Crimeia... Barricadas na Venezuela... Genocidio em Gaza...
Muros de Berlim...
Muros na Crimeia, Muros na Venezuela
Muros na Ucrânia, Muros de Israel
Muros em Fukushima
Muros de Trump
Muros de Trump
Muros são erguidos com sangue
vidas & almas...
vidas & almas...
Os Muros:
Precisam do medo do oprimido
Para acimentar a ideologia opressora...
Tijolo por tijolo
Os Senhores da Guerra oferecem seus produtos...
Genocidio & dominação
Corpo sobre corpo
Para expandir oleodutos...
O sangue breu das engrenagens estará garantido...
A colheita está pronta para o capital lucrar
A política é a do mais forte
do Poder Econômico e conchavos das elites...
Crianças morrerão de fome
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O G-7 erguerá as taças
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Montem nos seus puros sangues, dirijam suas Ferraris,
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O genocídio está liberado...
Em gaza, Nos Imigrantes - Donald Trump Garante:
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Nazismo & Fascismo, Enquanto:
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Não há mais limites
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