Soliloquium: Vox in Tenebris — A vox in loco na solidão incomensurável do universo
Lamúrias, lamentações, lágrimas copiosas e sorrisos hipócritas — como os dos crocodilos esperando suas presas. A natureza nos oferece as cores dos pássaros com seus feromônios à flor da pena e as plantas com a fotossíntese para a sobrevivência de todos e de tudo — assim como o ímpeto da impulsão vivencial. O sangue derramado e a carne alimentam quem está no ápice da cadeia alimentar, mas a evolução do homem tornou isto ainda mais cruel ao colocar os abatedouros de animais mais afastados dos seus olhos.
Assim, a consciência, o simulacro de uma ciência da alma, afastou a voz do ser sacrificado, o grito do último suspiro, por inúmeras crueldades**, de** sua mesa servida com todo esmero e com a positividade de uma evolução duvidosa. O que somos diante de toda a diversidade, de universos paralelos, da teoria das cordas, de religiões e tecnologias, senão seres selvagens que douraram a pílula cruel da dicotomia e do amor? Carbono e silício, dinheiro e sacrifício dos destituídos do capitalismo que se impõe como o Deus Mercado, que tudo pode e que nos faz genufletir diante do Touro de Wall Street...

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