sábado, 22 de agosto de 2026

 


Estou à deriva: movimentos peristálticos e o navio flutuando sem bússola, num oceano inescapável ao naufrágio, mas as gaivotas sobrevoam nossos destroços. A posteridade não existe para nós. A violência das subpartículas não nos deixa opção. O túnel do CERN colide o invisível e mostra o que não existe em forma de existência. Assim como a Igreja Católica e todas as religiões, que transformam o inexplicável em "razão". Milhões de mortes que mancham o planeta azul de vermelho. Abro mais uma cerveja enquanto as tampas que escondem os mísseis nucleares não se abrem. Já coloquei as credenciais da minha vida em cima da mesa do Apocalipse. Já conversei com Satã sobre o resfriamento do universo, onde não existirá mais movimento da matéria — a temperatura do zero absoluto —, mas, por enquanto, temos que enfrentar as altas temperaturas do nosso progresso sem preocupação com o meio ambiente. Meus protocolos já estão escritos na mancha humana que destrói sua essência, ou seja, a natureza...



 


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