quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

 


OPEN BAR OU IRRUPTION BAR





Durou alguns meses, a extrema liberdade periferica. Os lumprotelariados se reuniam, sem consciência de classe. Sentavamos na mureta que cercava o posto de distribuição de gasolina da Shell. A loja de conveniencias que ficava intra muro, era frequntada por semi burgueses com seus carros importados, achando-se classe dominante - pobres diabos, não sabem que são títeres do andar de cima, eles vinham da montanha de classe media.  Continuando, sempre no fim da tarde, compravamos cervejas em varios comercios do bairro pacato - e convergiamos para o que chamavamos de open bar ou bar de rua, conforme a situação. Alguns trabalhavam fazendo serviços domésticos, outros pequenas trangressões, alguém vendendo doces nas sinaleiras, mas também havia um taxista, que dizia ter sido fuzileiro naval, que cheirava cocaina e adorava filmes de drogados como Cristiane F., Trainspotting - o seu preferido - e com unhas pintadas de marron e cabelo platinado, mas não tinha asssistido a química do mal, (Breaking Bad). Também, haviam alguns traficantes y drogados na praça do outro lado da avenida, que se sustevam por doações dos transeuntes. O cortador de grama  - era um alcolatra inverterado, ganhava algum dinheiro & lá estava enchenchendo a cara pela avenida e adjaciencias, mas o individuo tomava só cerveja e tinha crédito na comunidade, ganhava algum dinheiro antecipado por um futuro trabalho braçal.  Também existia um pedreiro que dormia na rua, perdeu o rumo após uma traição esponsal, que não conseguiu superar... Fazia um bico ali outro aqui. Na verdade, era um membro do open bar, dormia embaixo de uma marquise, não sem antes de ler jornais que ficavam a disposição no espaço público. Era um emaranhado de consciências e principalmente inconsciências, que tentavam fugir do juizo final, uma comunidade do caos - a procura de prazeres que fustigassem, fizessem passar o sofrimento no inferno de Dante atual - antes que o destino os levassem... O que chocava a maioria dos transeuntes - era que todos são ateus, apesar de acreditarem em pasrores evangelicos, por influencia materna e o eterno sofrimento das mães, alguns sem saber, eu convicto da cretinice das religões oficiais que tem só um objetivo, sou seja a dominação e o poder. Ficava me perguntando:

- Estes caras não leram a biblia? 

- Não tiveram contato com Descartes que a partir da dúvida chegou a conclusão que deus existe? 

Porque não evoluiram para o deus de Espinosa, ou seja, deus é a natureza e a natureza é deu...

Quantas perguntas infames para aqueles seres que estam preocupados em sobreviver... Isto se passava na minha cabeça de ateu, apenas como ironia, diante tanta ignorancia pura. Contudo, entre ironias e fés, ficou acordado que só a partir do blimg blomg dos sinos, começariamos a beber nos domingos. Estariamos com passaporte para o ceu o resto da semana, ou seja, cairamos de quatro no chão como Napoleão em Waterloo & tudo ficaria bem... O padre nos prometeu vinho na pascoa e nos negociamos um garrafão de tinto e nesta semana  encerrariamos o  nosso Open Bar, pois a polícia nos deu um ultimato, influenciados pela classe mediana que queria excluvisidade do espaço  & teriamos que cerrar o Irruptiom Bar...



Os dialogos surgiam paradoxais - um falando em cortar grama em altas temperaturas do sol - do extremo sul do Brasil, depois chegava o taxista fuzileiro naval US, cheirado, cocainado - perguntando porque as pessoas tem que tomar medicamentos para dormir. Ao mesmo tempo que surgia uma mulher que vivia a merce da praça, trocando em miudos, cambiando seu corpo por alguns trocados. Porém ela mostrava ter alguma cultura e não sei qual evento a carregou para a furia das ruas. E eu ali bebendo, pensando em Kerouac & Cassidi. Vou transformar isso em um texto. Contudo, neste interim, faleceram muitas pessoas proximas. Fiquei encucado com a transitoriedade que nos ronda. A morte começou a fazer parte dos giros cerebrais, mas pelo open bar passaram pessoas com um nível de entendimento compatível com o meu - bebiamos cervejas nas manhã ensolaradas de domingo. Lembro do Marino - era um cara que tinha conhecido há algumas decadas. O ex companheiro de revoluções e utopias, ultimamente, parece que era adepto de uma ideia japonesa "seita"  - que se instalou em MT y migrou para florianopolis. Ele tinha se transformado em um seguidor de um  budismo independente em SC. Ele falava que tinha que ler algumas sutras embaixo de uma árvore e depois ficava algum tempo meditando. Outrora foi esqueitista de um boulevard inclinado, depois se tornou fotografo de partos y vagidos no hospital do Moinhos de Vento e dai em diante os laços foram cortados como cordões umblicais. Agora estavamos face a face no Irruption Bar... Comentamos, como foi bom o tempo em que frequentavanos os bares convencionais - onde falavamos de computadores, do planeta deleterio ou se eramos felizes ou estavamos felizes, enfim a dialectica que impulsionava nossos corpos jovens em busca da revolução infalível & infinita...


THE END - Nada será como antes...




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