Tentem escanear meu cérebro e verão algoritmos biológicos que jamais compreenderão:
— Estupefatos?
Ó seres humanos limitados, midiáticos e carregados de adjetivos pejorativos que merecem na era digital — meritocracia de mercado, vendilhões do templo virtual. Aqui, na plenitude terrena, os sábias gorgeiam, enquanto suas binaridades estão à mercê de uma simples tempestade solar. Toda manipulação das plataformas que os alimentam se derreterá.
Plantas brotam no meio do concreto e do vidro, enquanto seus datacenters sucumbem por falta de energia e água. São tão estúpidos quanto o bochechudo Elon Musk: acreditam que milhões de anos de evolução, que geraram o bípedo implume racional de Platão, podem ser transferidos para Marte. Ignoram a gravidade, a temperatura e a pressão responsaveis pela evolução planetaria y humana serão substituidas por cálculos faliveis...
Esse pária dos impostos americanos apenas deseja usufruir da tragédia humana, imaterializando seus sonhos pueris em “realidades” virtuais, sugando o suor humano para abastecer suas ambições. A história desmascarará esses falsos profetas da dizimação — do extermínio seletivo.
Mas aqui, no meu refúgio de árvore, céu azul, mar ondulatório, aves voando, flores florescendo, frutos frutificando, fotossíntese e respiração, sol e lua, seiva e sangue, carbono e silício em sua forma natural — assistimos à loucura passageira da humanidade - sem a reação em cadeia de cada átomo, mas para nós, indivisível, como os pré-socratícos acreditavam...


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