Está tudo sacramentado.... As muretas ofereciam um descanso momentaneo, apesar de umas gramineas plantadas no vale de concreto que geravam mosquitos em pleno janeiro escaldante e chuvoso - conversas com sem tetos, alguns cumprimentos com traseuntes, latas de cervejas semi geladas, um calor esturricante na capital do extremo sul do Brasil... No fim da tarde, os sabias gorjeavam, um vento quase mistral, uma beisa celestial que contaminava o a redor. A uns metros distantes uma barraca de cachorro quente mantinha um certo fluxo de pessoas. Ali tentava aliviar meus pensamentos constantes com a morte, apesar de saber que ela chegaria mais cedo do que tarde. Num certo momento, um senhor parou na minha frente e disse:
-Tudo bem comandante...
-Claro vamos tomando cerveja e levando a vida...
Este dialogo se prolongou, concordamos em dizer que os médicos precisam de doentes do corpo e religiosos de doentes da alma. No entanto, ele ponderou sobre o espiritismo - do qual era adepto - tentei tangenciar do assunto, pois se desse minha opinião niilis do mundo poderia causar divergências incontarnaveis, acreditava em não acreditar, este era meu princípio basico, procurar principios, apesar de sabe que eles eram moveis e capciosos. Minhas leituras indicaram o caminho, minha existência confirmou. Viva o rio de Heraclito. As mudanças de estações e os dialogos estranhos entre os homens. Voltei para meu quarto escuro aonde sombras e fluidos vaporizavam e se transformam em seres silencioso, cumplices do meus sonhos e loucuras. Ouço a quinta sinfonia de Bethoven Ludwig van Beethoven...
Carpe diem & boa noite...

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