domingo, 25 de outubro de 2026

 

A terrível solidão do formigueiro & o veneno Humano




No meio de multidões, entre rebanhos, em meio a colmeias, o eu solitário se multiplica nos seus fantasmas existenciais. Na virtualidade é mais impressionante — pastamos algoritmos sob ordens de big techs como animais controlados por Skinner, apenas hamsters na rodinha, no mito de Sísifo. A inteligência artificial foi criada para nos randomizar ainda mais; Marx já sabia que seríamos apenas produtos da exploração do homem pelo homem, ainda mais cruel. Possuímos humanidade depois de tudo isso? A essência do ser buscada pela filosofia? O que resta para a extinção da raça humana, se não a prisão nos bits & bytes sintetizados na screen?
Sacco e Vanzetti são apenas pesquisas de Google; quase ninguém se lembra das suas lutas e das injustiças do capitalismo. Perdemos nosso perfume original, nossas características, a verdadeira liberdade — o fluxo da natureza. Agora, somos dirigidos pela digitalidade, somos ludibriados, pois o conteúdo dessas artificialidades é tornar o homem um alienado para servir às castas que se perpetuam pela história.
Será que aqueles coacervados, ou antes disso, o carbono das estrelas, tinha o objetivo de tornar o carbono escravo do silício, depois que a evolução da vida já havia criado estruturas de hierarquias injustas para o pensamento puro do Iluminismo? Perguntas & perguntas — estamos num ápice de irrupção. Uma nova forma de viver, ou seja, carbono e silício fabricando novas utopias em relação a um universo hostil que nos destruirá com a flecha do tempo irretornável, está perto, assim como deve ter acontecido com outras civilizações holográficas ou concretas que entram pelos sentidos e radiações captadas pela nossa extenção, ou seja tecnologia. Eu e a humanidade caminham em direção ao abismo de nossa destruição... A entropia é implacável...



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