Estar sentado, escrevendo sem direção, até mesmo sem propósito ou sentido, em meio a questionamentos existenciais. Pensamentos que partem dos coacervados até alcançar a complexidade neuronal do Homo sapiens sapiens. Mas o que quero dizer neste sítio, localizado nos subtropicais da América do Sul, sem relação com o mundo formal — senão com o mundo etílico que habita minha existência há tanto tempo? Escrevo e penso, mas sem utilidade alguma para a sociedade capitalista. Apenas metralho teclas, manipulo canetas sobre o papel em branco achado no lixo. Tento sentir a forma como a corrente elétrica se manifesta no meu corpo biológico, enquanto observo os fótons explodirem na superfície daquilo que a linguagem e a semântica convencionaram designar como objeto.
segunda-feira, 13 de julho de 2026
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