sábado, 18 de julho de 2026


MAXIKOANS



É o passo adiante do paradoxo; é uma dialética infinita que aceita argumentos baculinos para, logo em seguida, negá-los e afirmá-los numa sucessão infinita de aporias e razões intermináveis. É o mundo das ideias platônicas assumidas e replicadas ao infinito, mas sabedor da impossibilidade da experiência — ou quem sabe, depois da teoria das cordas e da física quântica, tudo seja possível na impossibilidade da possibilidade, e assim replicada e implicada até o infinito...
O maxikoan é o antídoto para o preconceito, pois ele não prevê o absoluto, não define o que o individual determina como verdadeiro >>> Ele simplesmente abre todos os ferrolhos da certeza para que o infinito se introduza na determinação da incerteza. A relatividade assume o absoluto e o deixa passear perplexo pelos ínvios e métodos maxikonianos >>> Onde a imaginação e suas possibilidades podem chegar sem nunca terem chegado, e onde tudo o que foi afirmado e negado se inverte nos polos infinitos dos epifenômenos imanentes que dão suporte a um kantianismo empoeirado pela estrada de barro seco do pragmatismo lógico ou bergsoniano...

PARÁBOLA DO MAXIKOAN

O matemático Cantor quis dominar o infinito, ensacá-lo na teoria dos conjuntos; usou a razão para explicar o irracional, o que é um paradoxo dentro das ciências lógicas. Acabou empacotado pelo infinito das possibilidades; a irracionalidade e a loucura o prenderam no infinito das possibilidades >>> A determinação do infinito leva ao portal da indefinição dos pensamentos-objetos.







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