quarta-feira, 15 de julho de 2026



CONSAGRAÇÃO A MEINONG





A impossibilidade de excluir o terceiro, pois entre o existente e o não existente aparece o terceiro excluído das filosofias tradicionais, acadêmicas, formais >>> mas o método maxikoan assevera, afirma que o não existente é uma forma do existente. Então se funde o existente e o não existente, ou considera-se uma terceira possibilidade: a existência da não existência imbuída na existência do epifenômeno. O pensamento é uma floresta densa, inexplorada; podemos dizer que a mente selvagem de Meinong abrigava esta existência do não existente — seu quadrado redondo de fato pode existir em algum lugar do espaço-tempo, no tempo sem espaço e no espaço sem tempo. Podemos buscar no passado exemplos de coisas que pareciam absurdas, ditas por pessoas consideradas loucas, possuídas por demônios, hereges, e assim vai a lista de atributos a quem pensava diferente do status vigente: Giordano Bruno, Copérnico, Galileu, Newton, Einstein e, assim sucessivamente, teorias vão se sobrepondo ao que antes era tido como produto final da razão...

PRINCÍPIO DO TERCEIRO INCLUÍDO

Olhamos a história do conhecimento humano e vemos sempre a dicotomia sujeito-objeto. Olhamos para a lógica tradicional e nosso ramerrão interminável e sempre temos que escolher entre duas opções: ou isso ou aquilo. Porém, esquecemos o mais importante >>> o campo de atualizações, o campo em que o Dasein atua e é atuado >>> o campo que comporta o sujeito, o objeto e o terceiro excluído. Assim como na corrente elétrica que vai de um ponto ao outro é criado um campo magnético — o resultado do fluxo de energia —, o homem, em sua ação sobre o objeto, tem que passar pelo campo de atualização, o que passa despercebido pelas suas áreas específicas de epistemologia. Isto chamamos de esquecimento do princípio do terceiro incluído, o não considerado como integrante de uma resposta a uma proposição que busca seu resultado na dualidade do verdadeiro e falso; desconsidera-se o campo do terceiro incluído, onde as possibilidades são infinitas e mesmo o contraditório é possível. Poderíamos dizer que a vontade de potência de Nietzsche está localizada ali, abraçada em Dionísio, na tragédia afirmativa de que o destino comporta a afirmação da existência inclusive no sofrimento — pois o sofrer do bem e do mal estão inseridos no campo do além do bem e do mal, na possibilidade do infinito, suportando a extinção do antropomorfismo, a extinção da humanidade...






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