Voltei, caminhei e depois cheguei de onde tinha saído... & isto nunca mais será possível. Tudo é muito suspeito — trezentos e sessenta graus só na geometria do papel e lápis. Se não me engano, o planeta precisa de 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 46 segundos para mostrar seu amor pelo cerúleo. E assim contamos o tempo inventado y incontável pelos humanos.

Ambulo numa tarde perfeita. A temperatura líquida torna a sensação da pele uma maravilha — a utopia dos sentidos. As nuvens contaminam o universo visível; em formação, rejeitam qualquer pessimismo, e os ventos que varrem a vida fluem. Um tufão, quiçá um terremoto, faria diferença no quadrante que não consegui identificar: mero humano tentando ser um deus.
Os ventos mistral transformam humanos em deuses ou assassinos — na Suíça, conforme Nietzsche, aconteciam esses eventos. A vida está sob aviso de perigo: o clima natural e suas modificações demonstram que os lucros capitalistas estão acima do bem-estar humano. Os chocolates têm o poder de seduzir mulheres, e o sal de dar outros sabores aos “machos”.
Mulheres são anéis de Júpiter; têm inúmeras luas que se identificam com suas mudanças. Seriam mais independentes se não sonhassem com anéis de amores ou sapatinhos de cristal da Cinderela. Você já leu O Pequeno Príncipe?
O sol & a lua — os originários foram mortos sem piedade e não os enterraram na curva do rio... Mas os originários sofreram toda a fúria dos colonizadores, apesar de terem recebido um peru para matarem sua fome. A história é interpretação dos vencedores e o sufoco dos derrotados.
Deus, você não existe para os desprovidos — o seu desígnio é para os corruptos e acumuladores do bezerro de ouro.
Muito difícil. Vou me tornar um personagem de literatura, e assim caminhará a humanidade: sem frio na barriga, ética ou moral; apenas penas para os despossuídos. Como mudar isto? Revoluções não deram certo. O pensamento cria ilusões; não temos domínio de nada. Vivemos no fluxo do espaço-tempo, mais especificamente na teoria da relatividade, que em breve será refutada...
Ergam as taças...
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