A Estética Improvável entre o Bruto e o Melífluo
No concreto corroído, ela coloca seus pés delicados e suaves. O bruto sendo domado pela melíflua dança de uma bailarina. A poesia púrpura desce do empíreo; taças no Olimpo são erguidas com a mais edulcorante ambrósia. O corpo esguio e o élan desafiam as leis da física. Sua pele alva cria uma estética improvável com o cimento plúmbeo, desgastado pelo tempo-espaço. O vinho branco na taça diáfana vai sendo consumido a cada divino passo. A luz do Olimpo ilumina seus passos graciosos. E aí, pergunto aos céus de todos os deuses e semideuses: por que não podemos ficar absortos na mágica dos pés dessas divindades gregas que construíram o Ocidente a partir do Oriente? A poesia não está invisível; manifesta-se por seus movimentos graciosos, e o gosto refinado do mundo deveria se popularizar...

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