O Microcosmo e o Projetor da Mente
Da Entropia ao Fim do Universo
O último verão escorreu pelas minhas mãos. Séries de imagens vêm à tona na consciência, uma fluidez atemporal, a não ser pelas características do verão sendo relembrado no pré-inverno — cervejas consumidas na mureta do posto de gasolina e o sol quente no fim da tarde com crianças, mulheres, caminhantes, cachorros e pássaros se movimentando. Agora, um dia chuvoso, já no início da noite, um casaco contrastando com a camiseta de algodão; os ocultos seres se sentiam mais à vontade com a camuflagem que o semibreu lhes proporcionava. Sombras, luzes refletidas em poças de água, semáforos trocando os sinais, um frio condicionante para o imagético que brotava da umidade. Os blocos de consciência nos levam e nos trazem na dança da vida. O que é o pensar senão a evocação do passado e do futuro no presente? O filme já está gravado, o projetor pode avançar ou retroceder ao nosso bel-prazer, mas queremos determinar o próximo segundo que não nos pertence; nunca compreenderemos o fluxo do universo na nossa própria casa. A mente precisaria de um abracadabra para se integrar e compreender o universo, mas mal sabe ela que já está compreendida nestes versos unificados que abrangem as múltiplas visões de um ser que tateia a explicação do que é...

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