O Existir é o Nada Composto
O existir é o nada composto
A eternidade é o nada simples
II
O que recebo pelos sentidos não encontro
no reflexo
No sentido imediato...
III
Estou preso ao passado
Nada Flui
O rio congelou
A redoma é eterna
Num amanhecer lúgubre
III
A catadupa silenciou
Como o pássaro sem primavera
Como a loucura bêbada
Como a veneta tóxica
IV
Não existe mais o céu
As estrelas conspiraram
O sol dormiu nas mutações de Morpheu
Tudo agora é um breu fétido
V
Fiquei perdido nos pântanos de Dante
O último cometa se aproximou
Profecias de Nostradamus
VI
As sagradas escrituras revelam o apocalipse
Na ceia um prato de lentilhas
&
A cabeça de São João Batista
em bandeja de Prata
VII
Em nome da rosa - O segredo
As gazuas soltaram os demônios
Dou os últimos suspiros
Aves de mau agouro gorjeiam:
Idus Martiae... Idus Martiae... Idus Martiae..
VIII
O metal bruto atravessa meu manto romano
O sangue derrama todas as misérias
No leito da última e terrível noite...
Em breve brindarei com absinto
Taças de cristais, Baudelaire, Rimbaud
& porque não?
O diabo...



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