quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

 

 O DRINK DE SATÃ






Uma garrafa de vinho vagabundo, uma garrafa de guaraná e gelo a vontade - ou como chamo: Drink de Satã. A ressaca é certa, provavelmente, não levantarei pela manhã. Tomarei ácido acetilsalicílico para amenizar a revolução figadal. Contudo, somando, diminuindo, equacionando, com todas propriedades fundamentais, o saldo é positivo. O resultado é uma felicidade existencial possível, fugaz, mas que permite o pensamento desviar do Thanatos. A felicidade existencial efêmera se diferencia da felicidade das ovelhas massificadas e imitadoras que seguem o padrão ditado pelo mercado, pela religião. Consumir e orar a isto se resume o homem padrão capitalista. Consumir por consumir e esquecer Thanatos. Orar para esquecer o pecado de consumir por consumir - Eis um circulo vicioso que não tem fim. O paraíso jamais chegará, as utopias se dissolveram na engrenagem alimentada pelo egoismo humano. Portanto não condenem a felicidade fugaz da alcoolemia.






O Drink de Satã é bebido para preencher o espaço-tempo quadridimensional e alavancar outras dimensões que são relatadas nos escritos. Aos poucos o álcool pandemônico vai chegando ao cérebro, invadindo os neurônios. Agora é o senhor da situação, causa pertubações em toda a rede de inspiração. A lógica sai prejudicada, mas existência invertida de Espinosa ganha a imanência do ser. O papel em branco aos poucos vai ganhando palavras em busca de semântica, a isto, chamo de Maxikoan, um projeto de descobrir as entranhas do ser, mesmo que para tal, o ser vai ser destruído. O cientista não difere do religioso, os dois precisam da crença para verem suas maquinas funcionarem. O axioma dá vida no laboratório e a medida que a tese resiste a novos experimentos, mais perto ela está de caducar. Já o religioso vai adaptando o seu dogma no tempo secular, a práxis se impõe, mas a vontade de fugir do thanatos faz da oração o eterno. As ilusões são a saída para o ser humano sublimar - arte, ciência, religião, mito, filosofia são farinhas do mesmo saco.








Heidegger tentou colocar o santo, o cientista, a dona de casa, o presidiário, etc.. dentro do involucro do Ser-Ai-No-Mundo. Esteve certo até ser descoberto o Drink do Satã que possibilita escapar do ser perseguido pela filosofia. Eu só sou porque não sou. Eu só sou homem porque não sou cavalo e só não sou o Daisen de Heidegger porque tomo o Drink de Satã. Então seres humanos comuns que aceitam a capa ideológica do escravismo conceitual e existencial, não fiquem perplexo diante meus escritos. Assim como a eternidade meu método sem método, ou seja, o Maxikoan, também é efêmero. A todos que querem sair do ramerrão do consumo, da oração, da ciência, da filosofia, da hermenêutica - Ofereço meus escritos para a cura definitiva.








Nenhum comentário:

Postar um comentário

INTRODUÇÃO AO DIÁRIO DO UNIVERSO SEM TEMPO Ouço eternamente os sabiás no extremo sul do Brasil. Emitindo ondas como Vivaldi-vida, estou perd...