quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026
terça-feira, 24 de fevereiro de 2026
Machado de Assis Vive
Estou olhando aquele imbróglio existencial — que vai caminhando pela avenida de um bairro de classe média. Vejo uma miscelânea de vivencias — este sou eu, um Brás Cubas com uma pena transcendental, defunto-autor — que se autodescreve a partir da composição de um ser que se achava superior. No seu ego intransponível, na sua consciência blindada com grafeno existencial, não havia espaço para outrem: tudo dependia da minha bênção e aprovação. Ambulava passando por transeuntes, sem me preocupar em cumprimentá-los. Os estudos, livros, filmes e correlatos, somados à total adesão ao digital, me faziam um imperador diante de tanta mesquinhez, de tanta inferiodade... A matemática me afastava do ramerrão infame. Estava reduzido a Pitagoras o mundo. É números... Não conseguia mais ouvir a política medíocre, que misturava corrupção e pastores...
Sentei na mureta do posto de gasolina da bandeira Shell, que havia se tornado um divã, onde me autoanalisava, embaixo de uma árvore exótica — que me acolhia com seus galhos, folhas, caules e bolotas, em vez de frutos. Havia um significado simbólico na interação homem-natureza — o deus de Espinosa: Deus é a natureza & a natureza é Deus... Aqui de cima, sem as emoções geradas pelo que entra pelos sentidos, senti que a existência é um fluxo sem controle. A liberdade é uma palavra sem correspondência na natureza da qual faz homens y deuses. Os liberais usufruem dela para impor poder e garantir direitos. A cantilena da superestrutura impede que as flores floresçam, que as sementes reproduzam o original & a colheita seja justa. Quantas vidas se perderam por venenos (agrotóxicos) jogados do céu pelas máquinas capitalistas. O verde está amarelando, secando — enquanto conchavos entre IA, Estados fascistas e big techs planejam um mundo em que os bilionários darão as cartas, marcadas pela corrupção dos seus desejos, apesar da destruição do planeta...
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026
Durou alguns meses aquela extrema liberdade periferica, marginalizada. Nos reuniamos sem consciência da nossa liberdade impar. Sentávamos na mureta que cercava o posto de gasolina da Shell. Sempre no fim da tarde - comprávamos cervejas em vários comércios locais e convergíamos para o que chamávamos de open bar ou bar de rua, conforme a situação nos oferecia Os lumpemproletários se reuniam sem pertinencia de classe. Alguns trabalhavam em serviços domésticos, outros em pequenas transgressões, havia quem vendesse doces nos semáforos. Também, aparecia um taxista — que dizia ter sido fuzileiro naval US— que cheirava cocaína e adorava filmes de drogados como Christiane F. e Trainspotting (o seu preferido). Usava unhas pintadas
de marrom e cabelo platinado, mas nunca tinha assistido Breaking
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026
OPEN BAR OU IRRUPTION BAR
Os dialogos surgiam paradoxais - um falando em cortar grama em altas temperaturas do sol - do extremo sul do Brasil, depois chegava o taxista fuzileiro naval US, cheirado, cocainado - perguntando porque as pessoas tem que tomar medicamentos para dormir. Ao mesmo tempo que surgia uma mulher que vivia a merce da praça, trocando em miudos, cambiando seu corpo por alguns trocados. Porém ela mostrava ter alguma cultura e não sei qual evento a carregou para a furia das ruas. E eu ali bebendo, pensando em Kerouac & Cassidi. Vou transformar isso em um texto. Contudo, neste interim, faleceram muitas pessoas proximas. Fiquei encucado com a transitoriedade que nos ronda. A morte começou a fazer parte dos giros cerebrais, mas pelo open bar passaram pessoas com um nível de entendimento compatível com o meu - bebiamos cervejas nas manhã ensolaradas de domingo. Lembro do Marino - era um cara que tinha conhecido há algumas decadas. O ex companheiro de revoluções e utopias, ultimamente, parece que era adepto de uma ideia japonesa "seita" - que se instalou em MT y migrou para florianopolis. Ele tinha se transformado em um seguidor de um budismo independente em SC. Ele falava que tinha que ler algumas sutras embaixo de uma árvore e depois ficava algum tempo meditando. Outrora foi esqueitista de um boulevard inclinado, depois se tornou fotografo de partos y vagidos no hospital do Moinhos de Vento e dai em diante os laços foram cortados como cordões umblicais. Agora estavamos face a face no Irruption Bar... Comentamos, como foi bom o tempo em que frequentavanos os bares convencionais - onde falavamos de computadores, do planeta deleterio ou se eramos felizes ou estavamos felizes, enfim a dialectica que impulsionava nossos corpos jovens em busca da revolução infalível & infinita...
THE END - Nada será como antes...
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