segunda-feira, 27 de outubro de 2025

 

Antipoemagnético




Releitura lírica

Agora é tarde.

Busquei a maturidade

na face de anjo,

nos olhos onde

aventuras viraram orvalho.

Frutas sem textura,

colhidas antes do tempo,

foram rasas em toda idade.

Das sementes,

restaram espinhos e silêncio.

A esperança, ceifada

pelos confins da eternidade,

deixou no peito

o veneno da serpente

e o malho eterno do ferro,

que bate e vibra —

berro insano,

eco de um coração em ruínas.



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