O último aviso
O trem dos desesperados & inconformados vai partir y ainda existem lugares... A estrada é quase infinita e sem volta, mas as borboletas sairão dos casulos e nos acompanharam numa coloração inefável - entre a fumaça da locomotiva e os verdes dos boques virgens, como as vozes perfeitas dos coros angélicos que emergiram do inferno subterrâneo... Nossa eutanásia existencial será excelência, sem dor, sem lembranças, somente o fluxo atual sem lágrimas e culpa.
E o megafone das almas perdidas anuncia:
- Quem quer ir neste trem? Nem tudo está perdido, podemos estar perfeitamente perdendo a consciência em meio a beija-flores e lírios no campo existencial - sem sentido no sentido de ser, de estar chegando a um novo ciclo cíclico. Já fui subpartículas atômicas, átomo, molécula, coacervado, ganhei vida e sou resultado da teoria de Oparin. Nestes períodos fui vírus, bactéria, inseto, peixe, mamífero, animal no ampla designação, buda, canalha, santo homem, Madalena, jesus, judas, pressão, temperatura, tempo, espaço, velocidade da luz, por um tempo morei dentro de um cíclotron. Agora, foco no prisma, que os olhos não podem decifrar. A missa final está montada, mas temos surpresas. O juízo final será nossa grande farsa. O trem se aproxima da estação apocalipse, o congelamento de nossas almas nos esperam. O inferno é azul, e a impossibilidade de energia... Zero grau kelvin, zero absoluto, nosso destino final desde que nascemos num big bang gerado num buraco negro...

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